Cultura

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No último dia 14 de Dezembro,a comunidade recebeu um grupo de comunitários de várias localidades do Estado do Amazonas, essa visita foi um intercâmbio realizado com a parceria do Projeto Saúde e Alegria , o grupo de visitantes chegaram a comunidade às 8:00 horas e foram recepcionados pela coordenação da comunidade e alguns comunitários, em seguida visitaram a escola onde um grupo de alunos que participam da oficina do Canto Coral do Programa Mais Educação ,apresentaram à eles músicas da comunidade e outras regionais, foi diversão total dançaram ao som das musicas de Antonio Ferreira cantada por Hérika Luciane e Adria Tapajós.

Visitaram também o telecentro onde conversaram com os jovens, conhecendo um pouco da historia do telecentro e sua parceria com o Saúde e Alegria, os trabalhos desenvolvidos , Jornal , Rádio.Conheceram também a lojinha do grupo TucumArte, onde as mulheres mostraram um pouco do trabalho que realizam e sua belas peças que são confeccionadas com a palha de tucumã.A visita foi uma troca de experiência entre os comunitários tanto de Urucureá , quanto do Estado do Amazonas.

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Nesta tarde de terça 10/12 aconteceu na escola Dom Pedro I, a grande exposição e concurso de artesanatos natalinos confeccionados pelos alunos do Pré ao 9º ano do Ensino Fundamental. A proposta que veio da SEMED, foi bem disputada na escola e essa disputa levou aos seguintes colocados as turmas : Pré I e Pré II , 1º Lugar; 2º Lugar : Programa Mais Educação;3º Lugar: 4º Ano.Todos os artesanatos foram confeccionados com materiais naturais e alguns materiais foram reciclados, o 1º lugar,  a árvore natal, confeccionado com palha de tucumã; 2º lugar presépio, confeccionado com junco e barro usado para fazer os animais, Maria , José e o Menino Jesus e o 3º Lugar, árvore de natal , confeccionado com papelão, detalhes de garrafa pet, tento e palha de tucumã.Esses artesanatos classificados serão  expostos nesta sexta  13/12 , em uma outra grande exposição e concurso que acontecerá em Santarém  na SEMED.

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As artesãs do grupo TucumArte, nessa semana concluíram e enviaram mais uma encomenda para serem expostas na galeria amazônica de Manaus, nessa encomenda foram confeccionados belíssimos Sousplat  Amazônico e Descansos de Panela.  O grupo adquiriu essa tradição de seus antepassados, uma cultura que foi sendo repassada de geração a geração e que hoje ainda continua, as peças são confeccionadas da guia do Tucumãzeiro, uma planta nativa da Amazônia. As peças são todas feitas e coloridas com pigmentos da própria natureza, um diferencial no trabalho que elas realizam na comunidade.

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Olô galera da Rede Mocoronga!

Estou aqui para contar como foi a minha participação, juntamente com Eugenio Scannavino, Fabio Pena e Elise Mayara, no programa Esquenta da Rede Globo.

A gravação foi no Projac, Rio de Janeiro, em 07 de agosto de 2013. Mostramos no Programa Esquenta como é que nós fazemos comunicação através das rádios comunitarias nas nossas comunidades.

O Fabio, que é coordenador da Rede Mocoronga, falou por que é que quem nasce aqui em Santarém é considerado mocorongo.

O Eugenio falou sobre o começo do Projeto Saúde e Alegria nos três rios: Tapajos, Arapiuns e Amazonas. Falou também sobre a atuação do barco hospital Abaré que atende as pessoas das comunidades ribeirinhas.

Quero convidar então todas as comunidades ribeirinhas para assistirem o programa Esquenta neste domingo 01 de setembro às 14:15.

Vejo vocês do outro lado da tela.

 

 

Abertura do encontroPremiação.

Aconteceu no período de 10,11 e 12 de Dezembro a XII Teia Cabocla com o tema: Juventude Território e Meio Ambiente, foi um encontro que reuniu  jovens dos três rios Tapajós, Arapiuns e Amazonas , e também contou com a presença de jovens de Santarém e Juruti o encontro foi realizado em Santarém no Centro de Formação Emaús,  estiveram presentes também os conselheiros da TAPAJOARA, a associação das comunidades da Reserva Extrativista Tapajós/ Arapiuns. No encontro foi realizado o lançamento da cartilha PRAZER EM CONHECER, que demostra as várias características das comunidades ribeirinhas

No encontro as comunidades foram premiadas nas categorias de Rádio ,Jornal ,Arte mural ,Blog. Essa premiação foi uma das propostas  da Teia Cabocla que aconteceu em Setembro em Vila Franca, cada comunidade tinha que levar uma produção relacionados a cultura local nessas categorias, os vencedores seriam premiados e tudo isso aconteceu como estava previsto as comunidades produziram seus  vídeos ,reportagens e desenhos ,criaram músicas e foram avaliadas por categoria e premiadas , essa premiação foi uma forma de incentivar as comunidades a continuarem a desenvolver os trabalho nas comunidades.

Também foram discutidos nesse encontro o que queremos? Como continuar balançando a nossa rede mocoronga,  e todos os grupos falaram sua visão de futuro para que a rede mocoronga possa continuar fortalecida.Tivemos também o circo mocorongo, que contou com a apresentação de pessoas das próprias comunidade mostrando suas músicas, teatro, e para finalizar no dia 11 depois da grande premiação das comunidades vencedoras do concurso tivemos o Baile de comemoração em que todos se divertiram bastante e comemoraram a premiação.

 

urucurm PALMEIRA QUE É RETIRADO A GUIA PARA FAZER ARTESANATO RESERVA TERRA PRETA

Para fazer o retrato da nossa comunidade e mostrar a História de Urucureá entrevistamos dois moradores mais antigos da nossa comunidade que foram:  Alvina Ferreira de 88 anos e o professor Valdemar de 55 anos de idade e juntando as entrevistas conseguirmos chegar ao historico da comunidade que dis assim:

HISTÓRICO DA COMUNIDADE DE URUCUREÁ

Ocupação Indígena

Em meados do século XIX, habitava em uma área da atual comunidade, uma tribo indígena denominado Patachós que trabalhava plantação e colheita de urucum, de milho e mandiocas. Alimentavam-se da própria agricultura, da caça e da pesca que praticavam nos rios Arapiuns e no rio Amazonas, tendo como ponto de referencia no Arapiuns uma cabeceira onde havia um igapó, lugar adequado para abrigar botes, caniços arcos e flechas. No rio Amazonas, o ponto referencial fora a enseada que os índios deram o nome de “Patacho” que também servira de abrigo para os apetrechos da pesca e da caça.

Após várias décadas residindo nesse lugar os indígenas abandonaram a área de trabalho e emigraram para outras regiões em busca de algo melhor por exemplo: terra abundantes e férteis que oferecessem boas colheitas. A habitação dos nativos foram comprovadas através da observação de pessoas que chegaram mais tarde a comunidade com intuito de fixar residencias. Os novos habitantes encontraram vestígios de muitos artefatos fabricados pelos retirantes nativos, a essa área habitada pelos índios, os novos residentes deram o nome da terra preta por ser terra fértil e própria para a agricultura. Vale salientar que a nova habitação ocorreu aproximadamente nas últimas décadas do século XIX.

História de ocupação

As primeiras famílias a chegarem à comunidade foram: da senhora Ami, Maria, Aninha, Delu, Didi, Oliveira e José Francisco Nordestino. Com o passar dos tempos as famílias observaram que existiam coisas admiráveis por exemplo: um grande igapó com grande diversidade de peixes, pássaros, mamíferos e insetos.

Origem do nome

Entre essas espécies havia um tipo de pássaro que os habitantes chamaram “Urucureá”, por serem de porte avantajados e seu canto muito forte que parecia um coral sinfônico, bem organizado. Era uma espécie de Coruja. A partir de então, o nome da comunidade passou a se chamar “URUCUREÁ” baseando se nessa origem, foi que o cantor e compositor da comunidade, Antônio Ferreira Rodrigues desenvolver com muita propriedade em uma de suas músicas sobre a célebre história de URUCUREÁ assim:

“Será de coruja ?

Ou de urucum. Seilá !

Eu só sei que o nome do meu paraíso é Urucureá”

dessa forma foi possível compreender que com a contribuição dos indígenas, as primeiras famílias e as demais tornou-se viável resgatar o memorial de nossa comunidade.

Manoel Tapajós, cotando as histórias.

Seguindo  a programação do Projeto Vaga Lume na Família ,nesta terça-feira dia 27, tivemos a Contação de histórias , a equipe dos voluntários da Biblioteca Vaga lume visitaram a casa de um dos antigos moradores da Comunidade de Urucureá, Senhor Manoel Tapajós , de 67 anos de idade,  onde contou duas histórias , tendo como objetivo resgatar a cultura local, os voluntários também visitaram a casa de dona Alvina Ferreira, esta também relembrou muitos causos antigos e também contou como foi o início da comunidade de Urucureá.

Nesta quarta-feira, depois das histórias todas gravadas os voluntários se reuniram para começar a confeccionar os livros artesanais escritos apartir das histórias contadas pelos nossos comunitários. Os livros que estão sendo escritos serão expostos no sábado na grande noite cultural que contará com diversas apresentações, fechando com chave de ouro o Projeto Vaga Lume na Família.

A Escola Dom Pedro I, juntamente com os Voluntários da Biblioteca Vaga Lume estiveram reunidos neste dia 17/11/2012 na área da escola para a  apresentação projeto voltado para leitura com o tema “Vaga lume na Família ” fazendo ponte entre a família e a comunidade. Atualmente na escola temos 12 voluntários :

Zulair Tapajós, Álvaro Tapajós, Rosemara Castro, Tiago Silva, Herika Luciane, Henrick Fonseca, Joceli, Josiane, Roberto, Roberta, Manuelly e Matheus. Esse projeto teve inicio hoje e vai ser executado ao longo desses dois meses sendo finalizado no dia 01 de Dezembro.Nesse dia teremos várias atividades e ao longo da execução do projeto vai ter visitas nas famílias onde os voluntários estarão fazendo mediação de leituras para os comunitários.No dia 01 será finalizado com várias atividades como confecção de livros artesanais, contação de histórias, show de calouros e várias outras apresentações.